segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A INSERÇÃO DA MULHER NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO

O Brasil foi o país da América Latina que mais incluiu mulheres no mercado de trabalho nos últimos 30 anos. Os dados fazem parte do relatório Igualdade de Gênero e Desenvolvimento, apresentado no dia 06 de janeiro de 2012 pelo Banco Mundial na Câmara dos Deputados, em homenagem ao Dia da Mulher. Pelo documento a inserção feminina entre a mão de obra empregada deu um salto de 22% ante os 16% das nações vizinhas. No mundo, a média foi de apenas 2%.
Segundo Roberto Piscitelli, professor de Economia da Universidade de Brasília, a inclusão das mulheres é reflexo do crescimento pelo qual o Brasil passou nos últimos anos, com melhor distribuição de renda, ao mesmo tempo que houve desaceleração da atividade nos países europeus - muitos, inclusive, estão em recessão. "O crescimento econômico criou oportunidades. Hoje, o quadro que se vê, para alguns economistas, é de pleno emprego. As mulheres não só têm ocupado seu espaço, como começam a ser requisitadas para uma variedade maior de ocupações, com salários em alta", disse.
Ele ressaltou, porém, que, apesar das melhorias, é preciso acelerar a redução das diferenças salariais entre homens e mulheres. Dados do Departamento Intersindical de Estudos Sócioeconômicos (Dieese) revelam que 33% dos homens empregados ganham até um salário mínimo. Entre as mulheres, o índice é de 48,7%. No geral, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), elas ganham, na média, 72% do que recebem a mão de obra masculina. "Ainda há muitas mulheres atuando na informalidade, boa parte delas como domésticas. Precisamos corrigir isso rapidamente", afirmou.
De qualquer forma, destacou Piscitelli, é preciso comemorar o resultado apresentado pela América Latina, que ampliou a força de trabalho feminina acima da média mundial. "Esse avanço acaba por gerar mudanças culturais, como assegurar maior participação delas na política. Vemos, na América Latina, ascensão de mulheres à Presidência da República: Brasil, Argentina, México. É um bom sinal", assinalou.
Índice de Felicidade
Apesar de todos os contratempos no mundo, devido à crise que assola a Europa, os brasileiros estão na liderança do ranking da felicidade elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo levantamento realizado pelo professor Marcelo Neri, com base em dados da Gallup, em uma escala de zero a 10, a satisfação nacional está em 8,6 pontos, a maior entre 156 nações. Não à toa. Entre janeiro de 2011 e o mesmo mês de 2012, a pobreza recuou 7,2% e a desigualdade social 2,1%.


www.flecni.com.br/portal/tag/economia/page/12/

Nenhum comentário:

Postar um comentário